quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

virus Oropouche circulando na Bahia.

Culicoides paraensis


É um dos mais importantes arbovírus que infectam humanos na amazônia brasileira, sendo registrado, desde a década de 60 no Brasil, um grande número de epidemias em diferentes centros urbanos nos estados do Pará, Acre, Maranhão, Tocantins e Rondônia. 

Em julho de 2017, dois casos foram  identificados no estado da Bahia pelo Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA), sendo um de residente de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, e um de residente de Salvador. O residente de Lauro de Freitas estava na cidade de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, no período que antecedeu os primeiros sintomas e o caso residente de Salvador, teve história
de viagem, não sendo possível estabelecer se o caso é autóctone ou importado.

Em 13/12/17, o CIEVS Salvador foi notificado pelo Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA) sobre a identificação do vírus Oropouche através da técnica de RT-PCR de um indivíduo residente em Salvador.

Culex quinquefasciatus

FEBRE DO OROPUCHE

A Febre do Oropouche é causada por um arbovírus (vírus transmitido por artrópodes, como os mosquitos), cujos principais sintomas são febre e dor de cabeça seguido de mialgia, artralgia, falta de apetite, rash cutâneo, fotofobia, dor nos olhos, hiperemia conjuntival, apresentando ainda náuseas, diarréia, calafrios, bronquite, sensação de queimação no corpo, podendo evoluir, em casos mais raros, para meningite.

Os sintomas normalmente duram de quatro a cinco dias, sendo que em um terço dos casos pode haver uma recaída e os sintomas podem durar mais cinco dias.
O vírus Oropouche (VORO) é transmitido principalmente pelo mosquito da espécie Culicoides paraensis (conhecido como maruim), e também já foi identificado na espécie Culex quinquefasciatus (conhecido como muriçoca ou pernilongo). 

fonte: http://www.cievs.saude.salvador.ba.gov.br/informe-para-situacao-epidemiologica-da-febre-do-oropouche-em-salvador-ba/

Enc: Minuto do Amor com o Dr. Gary Chapman

Como entender as diferenças de personalidade 

Freqüentemente, ouvimos histórias sobre choques de personalidade. Se vamos nos entender mutuamente, precisamos identificar nossas diferenças em personalidade.

O pacificador
Vejamos o pacificador. Essa é a personalidade calma, lenta, folgada. Essa pessoa é tipicamente agradável, não gosta de conflitos, dificilmente se deixa abalar e raramente expressa raiva. O pacificador tem emoções, mas não as revela com facilidade. No casamento, ele quer calma, tende a ignorar os conflitos e evita argumentações a todo custo.
O lado ruim dessa personalidade é que conflitos ficam, muitas vezes, sem solução. Caso caia em uma argumentação, o pacificador tentará acalmar a outra pessoa, desistindo mesmo não concordando com ela. Ele é bondoso, compreensivo e só quer que todo mundo curta a vida.

O controlador
É a pessoa que tem uma personalidade controladora? O controlador é aquela pessoa rápida, ativa, prática, voluntariosa. Ele tende a ser auto-suficiente, independente, decidido e cheio de opinião. Por julgar que é fácil decidir para si mesmo, muitas vezes, toma decisões também para os outros.
Para esse tipo de pessoa, problemas são desafios. O controlador possui uma determinação cega e não simpatiza muito com outros. Não expressa compaixão ou emoções suaves com facilidade. Enquanto conseguem com facilidade fazer muita coisa na vida, freqüentemente, atropelam outros que estão em seu caminho. Se uma pessoa tem uma personalidade controladora, ela provavelmente precisará de ajuda para compreender a maneira como seus atos afetam outros.

O festeiro
A seguir, vamos dar uma olhada no festeiro. Essa é a personalidade carinhosa, vivaz, agitada. Para ele, viver é uma festa. O festeiro gosta de pessoas, não gosta de solidão e fica melhor quando está cercado de amigos.
O lado ruim dessa personalidade é que outros, muitas vezes, acham que os festeiros não sejam confiáveis e que lhes falta disciplina. Eles vivem tanto o momento, que muitas vezes se esquecem de outros compromissos. Se você está casada com um festeiro, divirta-se e pergunte a seu esposo como você poderia ajudá-lo a manter o rumo na vida.

A jornada em direção à harmonia
A razão pela qual é tão importante compreender os diferentes tipos de personalidade é que temos a tendência de querer preencher nossas necessidades psicológicas e espirituais de acordo com nossa personalidade. Se compreendermos o papel da personalidade na motivação de nosso comportamento, poderemos nos compreender melhor uns aos outros. Compreensão essa que leva a uma maior harmonia em relacionamentos.

Excertos extraídos de Desperate marriages, do dr. Gary Chapman. Para maiores informações sobre livros de Gary Chapman, visite www.mundocristao.com.br/garychapman.
 



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Concurso de redação.

Na cidade de Joinville houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. 
O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. 
Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo.

 Leiam, e se emocionem assim como eu, o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico. 

Eis o que a garota escreveu:

 "Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi, o nosso Brasil chorar: O que houve, meu Brasil brasileiro? Perguntei-lhe! E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: 
- Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meu seio mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula. Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais.... Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido." 👏👏👏👏👏👏👏 Vale a pena ler e compartilhar.👍

Vírus Oropouche (VORO)

Os arbovírus provocam doenças conhecidas como arboviroses, que podem ocorrer de forma endêmica ou epidêmica e alguns, como por exemplo, o Vírus Oropouche (VORO), Vírus da Dengue (VDEN), Vírus da Febre Amarela (VFA) e o Vírus Mayaro (VMAY), representam sérios problemas de saúde pública, pois, além de causarem epidemias, são responsáveis por considerável morbidade e/ou letalidade em seres humanos no Brasil e no exterior (VASCONCELOS et al., 1992). (4)





O maruim, mosquitinho-do-mangue, Ceratopogonidae ou mosquito-pólvora picador




Oropouche é um dos mais importantes arbovírus do Brasil, conhecido desde o início da década de 60, que é transmitido pelo mosquito pólvora ou maruim, ou ainda borrachudinho, originário da região amazônica, e o segundo mais frequente, que só perde para a dengue. Outros vetores também podem transmitir o oropouche, inclusive no gênero Aedes. (3)
Como os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos da dengue, isso acaba contribuindo para que os doentes sejam diagnosticados erroneamente. Por isso, ressaltou, a importância de se ter mais atenção ao vírus. Os principais sintomas da doença são: febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, fotofobia e dor na região lombar.(2)

O vírus é transmitido por um inseto que mede menos de 3mm, conhecido como culicoides paraenses, porque foi descoberto por pesquisadores do Pará, região da Amazônia em que tem o maior número de casos, e popularmente é conhecido como meruim ou maruim. (2)

Na Amazônia Brasileira, a febre do Oropouche é considerada a mais freqüente arbovirose que acomete o homem depois da dengue, sendo caracterizada por episódios de doença febril aguda acompanhada principalmente por cefaléia, artralgia, mialgia, fotofobia e outras manifestações sistêmicas. Mais raramente, alguns pacientes podem apresentar um quadro de meningite asséptica com sinais e sintomas típicos de comprometimento das meninges. Interessante é que os sintomas da febre do Oropouche geralmente reaparecem poucos dias após o final do episódio febril inicial, no entanto são usualmente menos severos. Os pacientes acometidos pela febre do Oropouche se recuperam completamente e sem seqüelas, mesmo em casos mais severos. Até o momento, nenhum caso fatal foi registrado e/ou associado à febre do Oropouche. Uma das mais importantes características do vírus Oropouche (VORO) é a sua capacidade de causar epidemias em centros urbanos, das quais a maioria foi registrada na Amazônia Brasileira (Pinheiro et al., 1981; 2004). (1)


O vírus Oropouche (VORO; Bunyaviridae, Orthobunyavirus) é um dos mais importantes arbovírus que infectam humanos na Amazônia Brasileira, sendo o agente causador da febre do Oropouche. Entre os anos de 1961 e 2006, um grande número de epidemias foi registrado em diferentes centros urbanos do estado do Pará (Belém, Santa Isabel, Castanhal, Santarém, Oriximiná, Serra Pelada, zona Bragantina – Igarapé Açu, Maracanã e Magalhães Barata), do Amazonas (Manaus e Barcelos), Acre (Xapuri), Amapá (Mazagão), Maranhão (Porto Franco), Tocantins (Tocantinópolis) e Rondônia (Ariquemes e Oro Preto D’Oeste). Estudos moleculares têm demonstrado a presença de pelo menos três linhagens distintas do VORO na Amazônia Brasileira (genótipos I, II e III), sendo os genótipos I e II os mais freqüentemente encontrados em regiões da Amazônia ocidental e oriental, respectivamente. O genótipo III do VORO, previamente encontrado somente no Panamá, foi recentemente descrito na região Sudeste do Brasil. A associação de dados epidemiológicos e moleculares vêm contribuindo substancialmente para a caracterização das cepas do VORO isoladas durante epidemias, no período de pelo menos quatro décadas, bem como permitindo um melhor  entendimento a respeito da epidemiologia molecular do VORO no que tange à emergência de novas linhagens genéticas e à dinâmica evolutiva desse arbovírus nas Américas e principalmente na Amazônia Brasileira. Este trabalho tem por objetivo apresentar uma revisão dos aspectos epidemiológicos e moleculares do VORO enfatizando sua distribuição, a dinâmica das epidemias ocorridas entre 1961 e 2006, bem como a dispersão de diferentes genótipos no Brasil.( 1)

Em relação ao ciclo silvestre, evidências sugerem que, entre os vertebrados, as preguiças (Bradypus tridactilus), macacos e, possivelmente, determinadas espécies de aves silvestres podem servir como hospedeiros para o VORO (Pinheiro et al., 1962; 2004; Nunes et al., 2005). Embora o VORO tenha sido isolado uma única vez de um lote de mosquitos Aedes serratus no Brasil e de um lote de Coquillettidia venezuelensis em Trinidad (Pinheiro et al, 1981b), até o momento nenhum tipo de estudo foi realizado objetivando avaliar o envolvimento do maruim na transmissão do vírus no que tange o ciclo silvestre. A ligação entre os dois ciclos de manutenção do VORO provavelmente é feita pelo próprio homem, que ao se infectar em áreas enzoóticas silvestres retorna aos centros urbanos ainda em período virêmico, tornando-se uma fonte de vírus em potencial para a infecção de novos maruins. O VORO se replica nos tecidos do maruim, que após um período extrínseco de incubação realiza o repasto sangüíneo e infecta novos indivíduos suscetíveis, dando início a uma cadeia de infecção que culmina em epidemias (Pinheiro et al., 2004)  (1)


Editado pelo Blog ErlonesSe copiar ou criar link,é obrigatório citar a fonteDo original e o Blog Erlones
  • (1) http://www.cadernos.iesc.ufrj.br/cadernos/images/csc/2007_3/artigos/CSC_IESC_2007-3_1.pdf
  • (2) http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/banalizacao-da-dengue-oculta-outras-doencas-virais-como-febre-oropouche
  • (3) http://radios.ebc.com.br/tarde-nacional-brasilia/edicao/2016-01/oropouche-e-um-virus-da-regiao-amazonica-que-causa-os-mesmos
  • (4) http://repositorio.ufpa.br/jspui/bitstream/2011/3957/1/Tese_CaracterizacaoRespostaImune.pdf
  • (5) https://alagoasreal.blogspot.com/2017/01/aedes-pode-ser-transmissor-do-virus-febre-oropouche-mosquito-polvora-maruim.html
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