3/23/2009

os Essenios nunca existiram

Rachel, que é da Universidade Hebraica de Jerusalém, sustenta a tese argumentando que é de se estranhar que os essênios, uma vez autores dos manuscritos, não façam qualquer referência a si próprios nos textos. "Que eles não sejam os autores não é novidade, muitos especialistas já defendiam isso", afirma o teólogo Pedro Vasconcellos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

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Estudo revela que os essênios, grupo judaico ao qual se atribui a autoria dos pergaminhos que registram o início da era cristã, podem nunca ter existido

O alicerce dessa história, porém, foi abalado na semana passada pela israelense Rachel Elior, uma professora de misticismo judaico. Depois de passar uma década lendo minuciosamente os pergaminhos, ela concluiu que os essênios nunca existiram: "Eles são uma lenda", afirma.

Muito do que se sabe, hoje, sobre os essênios foi escrito por Flavio Josefo, um historiador que viveu no século I d.C. Ele relatou também as trajetórias de saduceus e fariseus, outros dois grupos religiosos que existiram na era cristã no território que hoje é Israel. Segundo Josefo, os cerca de quatro mil essênios viveram em oposição ao mandamento bíblico que exigia o matrimônio e a procriação, não se alimentavam de animais mortos, ficavam imergidos na água a cada manhã e proibiam a expressão da raiva. Práticas que os elevariam à condição de uma sociedade dissidente e esotérica, não fosse sua história uma utopia, como defende a professora Rachel. Para ela, quando se refere aos essênios, Josefo, considerado pelos judeus um dos maiores historiadores da época, estaria exercitando a literatura e não uma descrição histórica. "Não faz sentido haver milhares de pessoas vivendo de forma contrária à lei judaica e não existir qualquer referência a elas em nenhum texto hebraico ou aramaico", diz a israelense.

A quem caberia, então, a paternidade dos manuscritos? De acordo com a professora da Universidade de Jerusalém, os escritores se identificam nos textos como sacerdotes filhos do judeu saduceu Zadok, um grupo mais vinculado ao judaísmo oficial de Jerusalém. "É problemático (eles serem os autores) porque os manuscritos revelam manifestações ou tendências não tão alinhadas à ortodoxia daquela época. Portanto, ou são a expressão de uma dissidência judaica ou de um judaísmo multifacetado", pondera Vasconcellos, da PUC. "No fim das contas, Rachel quis substituir um grupo por outro. Mas a discussão daqui para a frente tem de ser sobre a existência ou não dos essênios." Esse é o enigma.

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