sábado, 20 de março de 2010

A MULHER DA PÁGINA 194




NÃO PRECISA ABRIR NENHUM ANEXO, A IMAGEM JÁ ESTÁ ABAIXO JUNTAMENTE COM O TEXTO, OK?
BEIJOKKS.


 

Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir (Paul Vallery).

 

Estou embasbacado! Que mulher linda! Que expressão de equilíbrio interior magnífica que o semblante dela exprime! De fato, concordo com exatamente tudo que está escrito no texto do email. Como princípio (e isso meus amigos todos, virtuais ou não, sabem, portanto, serei redundante), sempre em minha vida, acreditei no chavão da beleza interior, que, aliás, é chamado de chavão porque quem manipula o consumismo da estética, e todos somos em maior ou menor margem, vítimas, precisa que achemos cafona falar da beleza que existe dentro das pessoas, quando é mais fácil vender roupa, maquilagem, cirurgias plásticas, dietas, medicações, enfim, um arsenal de loucuras que atentam contra o corpo e a mente, desfigurando o verdadeiro teor da relação dos indivíduos entre si e consigo mesmo. Eu busco saúde quando luto contra o excesso de peso; eu busco qualidade de vida qd me empenho nas caminhadas e exercícios. Tenho barriga, tenho rugas, tenho cabelos brancos, unhas frágeis e quebradiças, olheiras, etc, e por incrível que pareça aos desacostumados com o interior da alma humana, nenhum desses detalhes me faz infeliz, nem me põem em depressão. Meus bodes surgem na alma e é nela que os curo, ou luto contra. Talvez porisso eu sempre tenha amado e sido amado aos longos dos meus quase 46 anos, e mantenha tranquilamente a amizade que me uniu a esses amores, após eles encerrarem suas etapas. Acho que é pq eu não amo a carne que me faz gozar, e sim a alma que me eleva ao orgasmo compartilhado...Mas deixo aos meus queridos amigos as suas reflexões, para não me tornar chato com meu "filosofêz".

                  Beijos!!!!! 
 
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 Esta sim é um mulherão!!!!!!!!!!!!

 

 Mulher da Página 194

 


 


Texto: Martha Medeiros

Ela é loira e linda. Tem 20 anos. Modelo profissional. Saiu na última edição da revista americana Glamour ilustrando uma reportagem sobre autoimagem, e foi o que bastou para causar um rebuliço nos Estados Unidos. A revista recebeu milhares de cartas e e-mails. Razão: a barriga saliente da moça. Teor das mensagens: alívio. Uma mulher com um corpo real.

Não sei se Lizzie Miller, que ficou conhecida como a mulher da página 194, já teve filhos, mas é pouco provável, devido à idade que tem.

No entanto, quem já teve filhos conhece bem aquela dobrinha que se forma ao sentar. E mesmo quem não teve conhece também, bastando para isso pesar um pouco mais do que 48 quilos, que é o que a maioria das tops pesa. Lizzie não é um varapau — atua no mercado das modelos "plus size", ou seja, de tamanhos grandes. Veste manequim 42, um insulto ao mundo das anoréxicas.

A foto me despertou sentimentos contraditórios. Por mais que estejamos saturados dessa falsa imagem de perfeição feminina que as revistas promovem, há que se admitir: barriga é um troço deselegante. É falso dizer que protuberâncias podem ser charmosas. Não são.

Só que toda mulher possui a sua e isso não é crime, caso contrário, seríamos todas colegas de penitenciária. Sem photoshop, na beira da praia, quase ninguém tem corpaço, a não ser que estejamos nos referindo a volume. Se estivermos falando de silhueta de ninfa, perceba: são três ou quatro entre centenas. E, nesse aspecto, a foto de Lizzie Miller serve como uma espécie de alforria. Principalmente porque ela não causa repulsa, ao contrário, ela desperta uma forte atração que não vem do seu abdômen, e sim do seu semblante extremamente saudável.. É saúde o que essa moça vende, e não ilusão.

Um generoso sorriso, dentes bem cuidados, cabelos limpos, segurança, satisfação consigo próprio, inteligência e bom humor: é isso que torna um homem ou uma mulher bonitos. Aquelas meninas magérrimas que ilustram editoriais de moda, quase sempre com cara de quem comeu e não gostou (ou de quem não comeu, mas gostaria), são apenas isso: magérrimas.. Não parecem pessoas felizes. Lizzie Miller dá a impressão de ser uma mulher radiante, e se isso não é sedutor, então rasgo o diploma de Psicologia que não tenho. Ela merecia estar na primeira página, mas, mesmo tendo sido publicada na 194, roubou a cena.

Que reação a foto causou em você? Repúdio ou alívio?


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